27 de junho

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SÃO SEBASTIÃO

A ocupação da Região Administrativa – RA XIV onde hoje está localizada a cidade de São Sebastião, deu-se a partir de 1957, quando várias olarias aqui se instalaram, objetivando, à época, suprir parte da demanda da construção civil por materiais.
Essas terras posteriormente foram arrendadas por intermédio da Fundação Zoobotânica do Distrito Federal.
À medida em que os contratos iam sendo concluídos, as olarias foram, aos poucos, sendo desativadas.
Na prática, a desativação não significou que o local foi abandonado. Os que aqui permaneceram, formaram um núcleo urbano, que aos poucos foi se estruturando ao longo do córrego Mata Grande e ribeirão Santo Antônio da Papuda.
Os moradores mais antigos asseguram que a área tem ocupação muito mais antiga, de fazendas remanescentes da época dos escravos.
Pode-se encontrar no núcleo antigo restos de construções atribuídas aos escravos e até mesmo uma cruz de madeira onde supostamente estes escravos teriam sido castigados.
O preço baixo da terra, a falta de regularidade do solo e a beleza do local, contribuiram para o crescimento acelerado da cidade.
São Sebastião, com a sua localização privilegiada, que inicialmente atraiu trabalhadores da construção civil e de serviços domésticos, hoje atrai uma população diferenciada.
No dia 25 de junho de 1993, a então Agrovila São Sebastião passou à condição de região administrativa (Lei 467/93). Esta passa a ser, então, a data comemorativa do aniversário da cidade.
Em 1991 a cidade tinha 17.390 habitantes e em 1998 a população estimada já era de 44.235 moradores.
O nome São Sebastião é uma homenagem dada a um dos primeiros comerciantes a chegar na cidade, "seu Sebastião".
Ele se instalou nas terras desapropriadas da fazenda Taboquinha e retirava areia ao longo do rio São Bartolomeu. 
O material era vendido para as construtoras da Companhia Urbanizadora de Brasília (Novacap). Por causa dessa atividade, o pioneiro ficou conhecido como "Tião Areia".
A região que hoje constitui a cidade de São Sebastião, teve suas origens também com as desapropriações das fazendas Papuda, Taboquinha e Cachoeirinha, isto em meados de 1957, mesma época da construção da Capital Federal.
A cidade guarda segredos desde o regime escravagista brasileiro e, segundo a crença dos moradores mais antigos, a ocupação desta área vem desde o período colonial, quando aqui existiam fazendas remanescentes da época dos escravos.
A mais conhecida entre os moradores era chamada sinhá Luzia, ou, simplesmente, a Velha Papuda. Ela era dona de um dos engenhos situado próximo ao Morro da Cruz. Este fato está confirmado por vestígios de construções escravas encontradas na região, como uma cruz de madeira fixada no alto do morro.
São Sebastião está localizada na região sul da área de proteção ambiental do rio São Bartolomeu, há 23 km do Plano Piloto.
A cidade é privilegiada por causa de sua localização, marcada pela beleza de elevações de vales com terrenos ondulados cortados pelos córregos Mata Grande e Ribeirão da Papuda.
Estes córregos possuem grande volume de água por meio de muitas nascentes vindas das encostas dos morros. E por ter um grande potencial hídrico, a atual área urbana seria nos futuros projetos da Caesb, a formação de um lago no rio São Bartolomeu para garantir o abastecimento de água ao Distrito Federal.
Do alto do Morro da Cruz, pode-se ver uma cidade com quase 22 anos de inauguração, mas com décadas de existência, histórias e vitórias.
Embora não se conheçam números oficiais, calcula-se que a população de São Sebastião atinja a marca de 130 mil pessoas, sendo que 47% destas são jovens com menos de 20 anos.
Para que se tenha uma ideia do crescimento populacional da cidade, existem 12 bairros, sendo que o mais recente deles é o Jardins Mangueiral, localizado antes da entrada e que deverá receber aproximadamente 30 mil habitantes quando estiver totalmente entregue.
Os outros bairros que compõem São Sebastião são: Setor Tradicional, Centro, João Cândido, Morro do Preá, São Bartolomeu, Vila Nova, Vila do Boa, São José, Nova Betânia, Bela Vista, São Francisco, Bonsucesso e Residencial Oeste.
Dois outros bairros ainda necessitam ser criados oficialmente, embora já existam na prática. São os casos do Residencial Vitória e o Morro da Cruz.
Esta é São Sebastião, uma realidade, um povo. Um progresso que vem a passos largos, apesar da sua pouca idade. Um jeito de ver e de se viver!

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